Entrevistas (ou quase...) Archive

Casey Heines – o Zangief Kid

Vi um post no blog Papo de Homem  (link) que escreveu sobre o caso do Casey, o Zangief, aquele lá que cansado de apanhar no colégio resolveu dar um FATALITY no garoto que estava dando socos nele.

Como pessoa que já sofreu bullying no colégio (seja verbal ou físico) eu digo honestamente que esse garoto virou meu herói no segundo que eu vi ele reagir. Não que a violência seja a resposta mas quando você cutuca demais alguém, uma hora o feedback que você pode receber talvez te surpreenda e realmente te machuque.

Até procurei em sites gringos descobrir quem era esse garoto mas sem sorte e hoje finalmente encontrei no Papo de Homem um vídeo que o Sedentário traduziu contando a história.  A grande dúvida levantada no post deles é: e a família do garoto que estava batendo de graça no Casey? Devem estar bombando de orgulho né? Parabéns para esses pais que devem educar o filho na base do “senta ai na frente da TV e não enche o meu saco”.

O mais legal disso tudo é que o baixinho esquelético que estava batendo no Casey terá para O RESTO DA VIDA DELE a recordação EM VÍDEO com audiência estratosférica e com TODO MUNDO achando o MÁXIMO o fato dele ter sido completamente derrotado da forma mais humilhante possível.

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M.I.A. sobre Oprah, Lady Gaga e o The New York Times.

entrevista de Kim Taylor Bennett para o Time Out

Das kebaberias de Edgware Roadao New York’s Met Ball, a multicultural MIA realmente tá em todas.A ultra franca estrela pop conta para o site Time Out o que ela realmente pensa sobre Oprah, Lady Gaga e o The New York Times.

Prestes a lançar seu terceiro album, ‘/\/\/\Y/\’, todos tão querendo um pedaço de MIA. Sua música – um cut&copy dinâmico e mistureba multicultural  – é apenas uma parte de seu gancho. Antes de ‘Paper Planes’ estourar nas paradas no final de 2008, MIA tinha tudo para poder se aposentar aos 33. Ela já tinha dois álbuns insanos e estava grávida (o filho, Ikhyd, está agora com 18 meses de idade) de seu noivo, Benjamin Bronfman (filho do chefe executivo da Warner, Edgar Jr, que tem um valor estimado de £ 1.64 bilhões). A aposentadoria não era uma opção, no entanto.

MIA voltou com um estrondo, dois meses atrás, desencadeando um vídeo-viral de nove minutos para sua canção “Born Free”, que mostra jovens ruivas sendo executadas de uma forma bem gráfica como uma metáfora para a limpeza étnica. O vídeo foi banido do YouTube quase instantaneamente – mas o que seguiu rendeu até mais. O The New York Times Magazine questionou as suas opiniões políticas sobre o conflito amargo entre o governo do Sri Lanka e as forças rebeldes Tamil, que MIA tem apoiado. Em seu artigo, a escritora do New York Times, Lynn Hirschberg, chamou a atenção para as rangentes contradições que sentia que eram inerentes à política de MIA – o seu lifestyle de pop-star estava em desacordo com sua postura anárquica, além de sugerir que o seu vídeo “Born Free” era “politicamente ingênuo”. A resposta de MIA? Twitar o número do telefone da Hirschberg e partes da entrevista que não foram para o artigo juntamente com uma música chamada “Why the hell would a jounalist be thick as shit?”.

Você ficou com raiva quando você leu a matéria?

Eu disse:” Foda-se o The New York Times” [antes de MIA criticou o jornal por ter nomeado o Sri Lanka como lugar número um do mundo para se visitar em 2010]. Puseram-me na capa do The New York Times Magazine no suplemento de domingo no final de semana do Memorial Day e a última pessoa que eles tinham colocado na capa era Bill Clinton. Eles me colocaram na capa, com oito páginas a mais do que Clinton. Dava pra saber que algo ia vir ladeira abaixo.

É por isso que você gravou a entrevista?

A mídia sempre teve aquele lance de ” Nós vamos te edificar e depois te quebrar”- eles tinham esse poder sobre os músicos, celebridades e pessoas por um longo tempo e os tempos estão mudando. É possível lutar. A única coisa que a mídia pode fazer para desacreditar alguém é dizer que eles não representam nada, então esse foi o único argumento que poderiam me pegar.”

Hirschberg menciou você comendo uma batata frita com sabor de trufas. Você levou isso como uma metáfora deliberada para todas as contradições que ela te atribuiu.

Eu nunca tinha ouvido falar de uma merda dessas antes. Quando Hirschberg veio para a Inglaterra, eu a levei para todas essas lojas de kebab muçulmanos em Edgware Road – em algum lugar da com comida somaliana ou turco no leste de Londres – e tudo isso foi editado. Eu pensei que minha capa ia ser parte de uma campanha americana para suavizar essa coisa do “eles” e “nós “. Era para isso que eu achava que estava sendo usada como uma ferramenta. É por isso que eu estou puta da vida: me senti como se estivesse sendo abraçada e esfaqueada ao mesmo tempo. ”

A última vez que nos encontramos você estava prestes a ir para o Met Ball, em Nova York, um dos maiores eventos do mundo da moda dos E.UA.. Como foi isso?

Foi incrível! O melhor de tudo era eu e Pharrell [Williams] brigando… Ele estava gritando comigo como um louco: “Você não pode continuar maltratando as pessoas…” Eu pensei que ele tinha visto o vídeo “Born Free”, então eu estava realmente prestando atenção pois achava q ele estava dizendo que o video era muito violento. Ele disse: “Você sabe que você não pode simplesmente continuar mandando as pessoas à merda, você tem que ser mais doce.” Fiquei um pouco ofendida, porque ele estava falando sobre pastores e as ovelhas, e eu repliquei, “Eu nunca achei que fazesse música para ovelhas, eu estou fazendo música para os pastores … as pessoas que pensam como indivíduos e que querem ser seu próprio líder. ”

Quem mais viu?

Diddy veio me falar “Oh meu Deus, a última vez que te vi, você estava tão gorda!’”

Chama-se estar grávida, não é?

“Eu sei! Ele falou: “Eu nunca soube como que você realmente era porque eu nunca te conheci quando era magra.” Ele falou, “Eu te amo, precisamos de você.” E eu dizia, “É tão bom ouvir isso porque Pharrell me disse que eu era uma merda.” Diddy saiu e encontrou Pharrell e o fez vir à minha mesa, pedir desculpas e beijar a minha mão de merda, o que foi incrível. Oprah parecia que ela estava me ignorando propositalmente.

O que você quer dizer?

“Ela estava com Iman [Bowie]. Iman estava sempre dançando comigo, me abraçando e beijando mas Oprah parecia realmente emputecida comigo. Além disso, ela fez este discurso enorme no baile elogiando Lady Gaga e sobre como ela [Lady GaGa] está ajudando os americanos a serem o melhor de si. Há milhões de outros americanos que representam isso para mim. Isso é sobre os números? Sobre o quanto você está vendendo? É realmente sobre isso a jornada? Porque a jornada da Lady Gaga não é tão difícil: sair do Upper East Side para uma escola de artes do caralho e para um palco no museu ou qualquer outra merda. Essa jornada é cerca de quatro quilômetros.

Você é mais ambiciosa desde que teve Ikhyd?

Ikhyd me faz ser mais hardcore sobre o que eu sou, mas isso não é necessariamente ambicioso. Eu não acho que eu sou ambiciosa o suficiente quando se trata de trabalho. Eu cancelei dois dias de imprensa em Amesterdão porque Ikhyd estava doente, então eu voei para casa. “

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Alex -Kaleb- Romano

Continuando minhas tentativas frustradas de entrevistar pessoas que eu gosto e admiro… segue abaixo algumas perguntitas que eu fiz pro Alex Romano, vulgo Kaleb.

O mais interessante de tudo é que quando eu conheci ele, não só ele fez uma belíssima imitação do Silvio Santos pra mim como passei alguns meses trocando idéia com essa pessoa sem saber que ele era o Kaleb e que eu já tinha visto por aí algumas obras que ele largou por São Paulo. 2 delas na Marginal Pinheiros, minha rota de fuga.2130427960_462ec97d7e

Eu acho que entrevisto as pessoas mal bagarai, mas ele curtiu as perguntas. Deve ter rido secretamente da minha cara quando leu a última. Mas tudo bem como é que eu ia saber que ele é canhoto?

Além de artista plástico e residente da Espanha, o garoto também é um dos cabeças da renomada e internacionalíssima Banda Coração. Onde essa que vos escreve se descobriu enquanto backing-vocal orgulhosamente desafinada e incapacitada de cantar as letras corretamente.(eheheheh já nas piores praças!)

Sem mais delongas… Alex “Kaleb” Romano:

Na sua vida, o que foi definitivo para que você optasse pela arte?

Não teve um ponto definitivo. A arte é uma necessidade para mim, como ir ao banheiro…tenho que fazer, criar, imaginar e colocar no papel o que sinto, o que vi, o que sonhei. Por isso nao sei se foi uma opção, simplesmente uma necessidade natural que foi fluindo naturalmente desde pequeno, mas se tivesse que dizer um ponto onde tive que, na prática, optar pela arte seria depois um acidente muito forte no ano de 2000 onde perdi uma pessoa muito querida. Depois daí, vi que a vida é super frágil e preciosa ao mesmo tempo e nao podemos desperdiçar nada enquanto estivermos aqui.

Me diz uma coisa, de que parte da sua mente saiu sua série ‘monstros‘?

543798122_76206c29c8¨Monstros¨ saiu do buraco. Tava na merda, mas tava quentinho, manja? Então, o que saia de mim eram monstros, rostos divididos, fantasmas e sombras.. estava me sentindo assim naquele momento. Sorte que tive a arte ali…

Você parece que faz muitos trabalhos inspirados em você mesmo, acha que é uma forma de auto-análise ou é apenas o lance de pintar o que você melhor conhece?

As duas coisas. Pratiquei muito o desenho de observação quando estudei na Italia.  Adorava os auto-retratos e comecei a faze-los. me sentia bem e confiante enquanto me olhava e criava ao mesmo tempo. Ia fundo nos olhos procurando respostas, talvez…
devo ter feito ao menos uns 300 desenhos desses.

O que te inspira?

as noites de insonia, os sonhos, o instinto, o sexo, a música e a dualidade do drama e felicidade de viver.

Quais artistas te influenciam?

A loucura de Jean Dubuffet, a ação de Jackon Pollock, a cores de Van Gogh, as formas Picasso, o a sensualidade de Egon Schiele, os céus de Rembrandt, o calor de Di Cavalcanti, a psicologia de David Shrigley , as fotos africanas de Leni Riefenstahl e a musica de Milton Nascimento (milagre dos peixes, agora).4306893649_20777241b51

O quanto você acha que ter se mudado para a Espanha influenciou e mudou na sua forma de trabalhar?

sou mais influenciado por como me sinto num lugar do que pelas artes ou artesanatos locais. Minhas influencias não mudam muito quando mudo de país ou estado. Mantenho uma base forte de influências de pintores, poucas coisas entram de novo.
o que tem me interessado de novo na espanha são mais as fotos e padrões dos países norte africanos que qualquer outra coisa.

Uma vez li uma pergunta feita para o Herbert Baglione que eu acho que todo artista deveria ter q responder: já que você é destro…o que você faria se não pudesse pintar mais com a sua mão direita?

na real sou canhoto, mas se não pudesse produzir com as minhas mãos com certeza cantaria. ahhh lá laaaá!

pra ver mais uma porrada de pinturas by Kaleb vai no flickr dele.. clica AQUI

twitter AQUI (o meu)

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o melhor amigo

Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem.. isso eu não vou discutir.. mas vai vendo… aparentemente não é só dos humanos que um dog pode ser melhor amigo… então adiciona ai na sua lista elefantes, orangotangos, leões, porquinho da índia, cheeta, tigres.. ahahahahha.. te falar que eu não fico surpresa não.. EMBORA geralmente esses animais não sejam propensos a fazer amizades com caninos…

:)

[via]

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Ronaldo Inc.

Ficou mto massa a entrevista!!! =)

Depois tem q tentar por ela na integra no ar.. ehehehhe

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