
entrevista de Kim Taylor Bennett para o Time Out
Das kebaberias de Edgware Roadao New York’s Met Ball, a multicultural MIA realmente tá em todas.A ultra franca estrela pop conta para o site Time Out o que ela realmente pensa sobre Oprah, Lady Gaga e o The New York Times.
Prestes a lançar seu terceiro album, ‘/\/\/\Y/\’, todos tão querendo um pedaço de MIA. Sua música – um cut© dinâmico e mistureba multicultural – é apenas uma parte de seu gancho. Antes de ‘Paper Planes’ estourar nas paradas no final de 2008, MIA tinha tudo para poder se aposentar aos 33. Ela já tinha dois álbuns insanos e estava grávida (o filho, Ikhyd, está agora com 18 meses de idade) de seu noivo, Benjamin Bronfman (filho do chefe executivo da Warner, Edgar Jr, que tem um valor estimado de £ 1.64 bilhões). A aposentadoria não era uma opção, no entanto.
MIA voltou com um estrondo, dois meses atrás, desencadeando um vídeo-viral de nove minutos para sua canção “Born Free”, que mostra jovens ruivas sendo executadas de uma forma bem gráfica como uma metáfora para a limpeza étnica. O vídeo foi banido do YouTube quase instantaneamente – mas o que seguiu rendeu até mais. O The New York Times Magazine questionou as suas opiniões políticas sobre o conflito amargo entre o governo do Sri Lanka e as forças rebeldes Tamil, que MIA tem apoiado. Em seu artigo, a escritora do New York Times, Lynn Hirschberg, chamou a atenção para as rangentes contradições que sentia que eram inerentes à política de MIA – o seu lifestyle de pop-star estava em desacordo com sua postura anárquica, além de sugerir que o seu vídeo “Born Free” era “politicamente ingênuo”. A resposta de MIA? Twitar o número do telefone da Hirschberg e partes da entrevista que não foram para o artigo juntamente com uma música chamada “Why the hell would a jounalist be thick as shit?”.
Você ficou com raiva quando você leu a matéria?
Eu disse:” Foda-se o The New York Times” [antes de MIA criticou o jornal por ter nomeado o Sri Lanka como lugar número um do mundo para se visitar em 2010]. Puseram-me na capa do The New York Times Magazine no suplemento de domingo no final de semana do Memorial Day e a última pessoa que eles tinham colocado na capa era Bill Clinton. Eles me colocaram na capa, com oito páginas a mais do que Clinton. Dava pra saber que algo ia vir ladeira abaixo.
É por isso que você gravou a entrevista?
A mídia sempre teve aquele lance de ” Nós vamos te edificar e depois te quebrar”- eles tinham esse poder sobre os músicos, celebridades e pessoas por um longo tempo e os tempos estão mudando. É possível lutar. A única coisa que a mídia pode fazer para desacreditar alguém é dizer que eles não representam nada, então esse foi o único argumento que poderiam me pegar.”
Hirschberg menciou você comendo uma batata frita com sabor de trufas. Você levou isso como uma metáfora deliberada para todas as contradições que ela te atribuiu.
Eu nunca tinha ouvido falar de uma merda dessas antes. Quando Hirschberg veio para a Inglaterra, eu a levei para todas essas lojas de kebab muçulmanos em Edgware Road – em algum lugar da com comida somaliana ou turco no leste de Londres – e tudo isso foi editado. Eu pensei que minha capa ia ser parte de uma campanha americana para suavizar essa coisa do “eles” e “nós “. Era para isso que eu achava que estava sendo usada como uma ferramenta. É por isso que eu estou puta da vida: me senti como se estivesse sendo abraçada e esfaqueada ao mesmo tempo. ”
A última vez que nos encontramos você estava prestes a ir para o Met Ball, em Nova York, um dos maiores eventos do mundo da moda dos E.UA.. Como foi isso?
Foi incrível! O melhor de tudo era eu e Pharrell [Williams] brigando… Ele estava gritando comigo como um louco: “Você não pode continuar maltratando as pessoas…” Eu pensei que ele tinha visto o vídeo “Born Free”, então eu estava realmente prestando atenção pois achava q ele estava dizendo que o video era muito violento. Ele disse: “Você sabe que você não pode simplesmente continuar mandando as pessoas à merda, você tem que ser mais doce.” Fiquei um pouco ofendida, porque ele estava falando sobre pastores e as ovelhas, e eu repliquei, “Eu nunca achei que fazesse música para ovelhas, eu estou fazendo música para os pastores … as pessoas que pensam como indivíduos e que querem ser seu próprio líder. ”
Quem mais viu?
Diddy veio me falar “Oh meu Deus, a última vez que te vi, você estava tão gorda!’”
Chama-se estar grávida, não é?
“Eu sei! Ele falou: “Eu nunca soube como que você realmente era porque eu nunca te conheci quando era magra.” Ele falou, “Eu te amo, precisamos de você.” E eu dizia, “É tão bom ouvir isso porque Pharrell me disse que eu era uma merda.” Diddy saiu e encontrou Pharrell e o fez vir à minha mesa, pedir desculpas e beijar a minha mão de merda, o que foi incrível. Oprah parecia que ela estava me ignorando propositalmente.
O que você quer dizer?
“Ela estava com Iman [Bowie]. Iman estava sempre dançando comigo, me abraçando e beijando mas Oprah parecia realmente emputecida comigo. Além disso, ela fez este discurso enorme no baile elogiando Lady Gaga e sobre como ela [Lady GaGa] está ajudando os americanos a serem o melhor de si. Há milhões de outros americanos que representam isso para mim. Isso é sobre os números? Sobre o quanto você está vendendo? É realmente sobre isso a jornada? Porque a jornada da Lady Gaga não é tão difícil: sair do Upper East Side para uma escola de artes do caralho e para um palco no museu ou qualquer outra merda. Essa jornada é cerca de quatro quilômetros.
Você é mais ambiciosa desde que teve Ikhyd?
Ikhyd me faz ser mais hardcore sobre o que eu sou, mas isso não é necessariamente ambicioso. Eu não acho que eu sou ambiciosa o suficiente quando se trata de trabalho. Eu cancelei dois dias de imprensa em Amesterdão porque Ikhyd estava doente, então eu voei para casa. “
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